Depois de conhecer os quatro pilares fundamentais de Stanford, no programa de formação de professores, (Confira na primeira parte da matéria) nossa Gerente de Conteúdo, Carolina Rosignoli, e nosso Coordenador do Ensino Médio, Alexandre Sayão se aprofundaram no entendimento das práticas.

Para facilitar a compreensão dos resultados obtidos pelo trabalho desenvolvido na universidade, eles e os outros participantes do curso visitaram as escolas onde os futuros professores já lecionam. Uma delas, chamada Columbia, é uma escola de 6º,7º e 8º anos com práticas parecidas com as nossas, como por exemplo, o uso do Chromebook. Na Vereda, consideramos esse recurso tecnológico fundamental para aplicar conteúdo de forma mais dinâmica, através de vídeos, filmes, músicas, e para o apoio da pesquisa, levantamento de hipóteses e análises.

Os estudantes da escola americana têm flexibilidade nos horários, conseguindo fazer a própria grade e desenhando uma rotina voltada para disciplinas as quais precisam se dedicar mais. Aqui na Escola Vereda, os estudantes têm, em determinados horários da grade, os Clubes de Protagonismo para criar as próprias disciplinas e ter liberdade para decidir o que eles querem aprender.

O desenvolvimento da autonomia nas crianças foi um ponto em comum e que chamou bastante a atenção em todas as escolas visitadas, principalmente, pelas diferentes formas de ser incentivada. Em ações pequenas e de fácil realização, os professores e a escola auxiliam os estudantes a se organizar e alcançar muita independência.

Um dos exemplos é a ocupação das paredes para reforçar pontos importantes que vão desde apresentar as habilidades curriculares que estão sendo estudadas até os papéis do trabalho em grupo e alguns protocolos de atuação. “Nas paredes das salas de aula têm informações claras sobre quais são os objetivos e as atividades daquele dia, os horários que os estudantes devem cumprir, o que vai cair na prova e as lições de casa para aquela semana”, conta Carolina.

A maioria das escolas visitadas por eles era de ensino público, e, mesmo com a limitação de recurso, havia uma ampla estrutura com muitos espaços abertos e com natureza. Além de um ambiente tranquilo, de estudo, de concentração e de segurança para todo mundo.

“A gente não só viu os professores que estão em formação em Stanford na sala de aula mas conversou com escolas muito inspiradoras, que têm o modelo parecido com o nosso. Conseguimos ver ao vivo algumas das melhores práticas em termos de desenvolvimento de uma cultura muito positiva e alinhada aos valores e objetivos da escola”, finaliza Carolina.